Lançado, em São Paulo, o Conselho Brasileiro de Construção SustentávelNa noite do dia 16 de agosto, um público de cerca de 550 profissionais, empresários, acadêmicos, representantes de ministérios e secretarias de estado e do terceiro setor aplaudiram de pé a criação do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável - CBCS. Apresentado pelo seu presidente, Marcelo Takaoka, o CBCS foi lançado oficialmente em evento realizado em São Paulo, no Rosa Rosarum.
"O CBCS é uma entidade com visão sistêmica e foco no setor da construção civil. Nosso papel é formar redes de parceiros, desenvolver pesquisas e ser um 'hub' de conhecimento, disseminando esse conhecimento a todos os interessados em construir de maneira mais sustentável", destacou Marcelo Takaoka, acrescentando que as ações do conselho abrangem a elaboração de diretrizes, proposição de políticas públicas e setoriais e elaboração para soluções integradas. Em seguida, anunciou as agendas ambiental, social e econômica da entidade.
O conselheiro do CBCS e ambientalista, Fábio Feldmann, lembrou que o PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - lançou um relatório este ano, mostrando que, se a construção civil do mundo todo adotar os critérios da sustentabilidade, o efeito na redução de gases do efeito estufa será o mesmo do que se pretende no protocolo de Kyoto. "Temos, agora, uma entidade capaz de reunir o capital intelectual, mobilizar a sociedade e oferecer alternativas concretas. É a oportunidade de nos tornarmos uma referência em sustentabilidade, não apenas para o Brasil, como para o mundo. Porque, hoje, todos os países querem alternativas concretas que façam a transição para uma sociedade sustentável", disse Feldmann.
"Não há uma relação amigável entre o ambiente natural e o ambiente construído. Essa é uma das razões da insustentabilidade que se configura como desequilíbrio social, cultural, econômico e político", afirmou o conselheiro do CBCS e diretor do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi. Ele considera que a sociedade está sensibilizada e que já há conhecimento suficiente iniciar a mudança. "Há um amplo conhecimento sendo produzido por diversas organizações, empresas, ONGs, no poder público, nas escolas, universidades e pelos empreendedores. O grande desafio do CBCS é colocar esse conhecimento à disposição e de fácil acesso, para quem produz a oferta e, principalmente, para a demanda que determina qual é a oferta", disse, frisando, em seguida, que o CBCS não pretende ser uma entidade certificadora de edifícios.
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