Logomarca traduz a sustentabilidade

A inspiração do arquiteto e designer Edson Tani para criar a logomarca do CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável foi a amplitude holística e transdisciplinar do tema. Sócio-diretor da Pentagrama Projetos em Sustentabilidade, Tani empregou vários recursos simbólicos.
“O elemento quadrado que remete à materialidade, construção, juntamente com a terra, o concreto e a pedra. Essa materialidade tem relação com a economia, que é um dos elementos do triple-bottom-line da sustentabilidade”, explica. Sobre essa base que denota solidez, um elemento orgânico, vivo, que sugere expansão, construção – agora, no sentido de crescimento natural -, formando uma rede (network), uma malha em crescimento, em difusão. “As relações em rede entre as pessoas nos falam do social, outro elemento do triple-bottom-line”, observa.
A logomarca pode ser vista também como uma planta - folhas ou flores - desabrochando. Sua geometria contida numa circunferência imaginária possibilita a visualização do próprio planeta Terra, a sua biosfera, dando idéia do recompor a natureza. A cor verde água remete à ecologia e meio-ambiente - outro elemento do triple-bottom-line.
“As proporções utilizadas no quadrado e o círculo que contém a malha são os mesmos que Leonardo DaVinci utilizou no ‘Homem Vitruviano’, baseados na Proporção Áurea”, revela Tani. As proporções finais da logomarca, quando analisadas sob o ponto de vista da música, mostram a formação de dois acordes perfeitamente harmônicos: um no sentido vertical - dó maior, tônica – e, outro, no horizontal - fá maior, subdominante.