Relatório técnico elaborado pelo Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE), Neoenergia, UFMG e UnB aponta um novo método de avaliação para o sistema de iluminação do Regulamento Técnico da Qualidade do Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ-C)

Após o primeiro ano de aplicação do Regulamento Técnico da Qualidade do Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos (RTQ-C), regulamentado pela Portaria INMETRO n.º 163, de 08 de junho de 2009, onde são especificados os requisitos técnicos e os métodos para classificação de edifícios comerciais, de serviços e públicos quanto à eficiência energética, o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (LabEEE) , coordenado pelo Professor Roberto Lamberts, em conjunto com a Neoenergia, UFMG e UnB apresentou um relatório identificando algumas dificuldades ao utilizar o método de avaliação do sistema de iluminação proposto pelo RTQ-C.

O relatório é um dos resultados do Seminário de Eficiência Energética promovido pelo CBCS - Conselho Brasileiro de Construção Sustentável em novembro de 2009 envolvendo fornecedores e projetistas do sistema de iluminação e tem como um dos objetivos apontar as dificuldades deste método e propor uma nova metodologia capaz de adequar os parâmetros de Etiquetagem às necessidades do mercado.  

As principais dificuldades apontadas neste relatório são: a utilização de uma tabela única de Densidade de Potência de Iluminação Relativa Limite (DPIRL) para qualquer tipo de ambiente, prejudicando, por exemplo, certos ambientes que podem necessitar de equipamentos específicos com desempenhos energéticos variáveis e projetos luminotécnicos que exigem equipamentos especiais em função do conforto ou da saúde; o excesso de informações técnicas necessárias para a avaliação, tanto na etapa de projeto quanto na avaliação de edificações existentes; a incompatibilidade entre o RTQ-C e a prática de mercado em relação à divisão dos ambientes por zonas de iluminação e à fixação do valor do fator de depreciação, o que impedia que os projetistas tivessem liberdade para definir o fator de depreciação que desejassem usar em cada projeto; e a não identificação de superdimensionamento nos projetos luminotécnicos que tivessem adotado níveis de iluminância acima dos recomendados por normas técnicas.

Diante destes estudos, foi proposta a alteração do método de avaliação desse sistema, baseando-o no método de avaliação utilizado pela American Society of Heating, Refrigerating, and Air-Conditioning Engineers - ASHRAE 90.1, norma já consolidada no Brasil para o mercado de prédios verdes. Este novo método determina a densidade de potência máxima instalada por atividade ou uso da edificação (W/m2), o que permite a determinação de limites para carga instalada de acordo com a atividade. Além disso, reduz a possibilidade de superdimensionamento do sistema e conduz a uma avaliação mais rápida por parte do Laboratório de inspeção.

O modelo resume-se em dois diferentes métodos de avaliação. O primeiro, denominado Método da Área do Edifício, avalia de forma conjunta todos os ambientes do edifício e atribui um único valor limite para a avaliação do sistema de iluminação. Este método deve ser utilizado para edifícios com até três atividades principais, ou para atividades que ocupem mais de 30% da área do edifício. Já o segundo método, denominado Método das Atividades do Edifício, apresenta maior flexibilidade, pois o cálculo de sua eficiência é avaliado pela soma das potências instaladas em cada ambiente do edifício e deve ser utilizado para edifícios em que o método anterior não é aplicável. É importante frisar que em ambos os métodos, a soma total das potências deve incluir os valores de todo o conjunto luminotécnico (luminária, lâmpada e reator).

O novo método proporciona um modo mais simples e funcional em relação ao anterior. Isso se dá pelo fato de que a única especificação necessária para a avaliação do novo método é a potência dos equipamentos instalados, ao contrário do atual método que demanda uma grande quantidade de dados técnicos dos equipamentos. Uma vez que a avaliação é feita com base na potência instalada, neste método a avaliação exige menos cálculos, além de permitir maior flexibilidade aos projetos luminotécnicos, por não limitar o fator de depreciação a ser utilizado.
1 Etiquetagem de Eficiência Energética de Edificações

Introdução
A etiquetagem e a inspeção foram definidas como mecanismos de avaliação da conformidade para classificação do nível de eficiência energética de edifícios após um processo que se iniciou em 2001 com a promulgação da Lei n°. 10.295, que dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia (BRASIL, 2001a).2 Regulamento Técnico da Qualidade do Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos

Introdução
O presente regulamento especifica requisitos técnicos, bem como os métodos para classificação de edifícios comerciais, de serviços e públicos quanto à eficiência energética.4 Manual para aplicação dos Regulamentos: RTQ-C e RAC-C

Apresentação - Objetivos do manual
Este manual visa detalhar os tópicos do Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ-C) do Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Público, de forma a esclarecer possíveis dúvidas sobre métodos de cálculo e aplicação de seu conteúdo. Para tal, os conceitos e definições apresentados no RTQ-C são explicados e os métodos, justificados.Agenda Elétrica Sustentável 2020

Autor: WWF - Brasil
Estudo de cenários para um setor elétrico brasileiro eficiente, seguro e competitivoGuia de Parametrização para a Lei Solar na cidade de São Paulo

É uma iniciativa das entidades ABRASIP - Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais , ABRAVA - Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento e a ABRINSTAL - Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência de Instalações , que, juntas, formaram um grupo de trabalho com o objetivo de debater e construir parâmetros de orientação para a aplicação sustentável da lei solar na cidade de São Paulo, desta união, surgiu o guia que servirá de base para arquitetos, projetistas e construtores.